Marcador biológico facilita diagnóstico da dengue hemorrágica

Um estudo desenvolvido a partir da análise de milhares de moléculas levou pesquisadores à identificação de lipídios que podem indicar a evolução da dengue para sua forma mais grave, a hemorrágica. Segundo os cientistas, foi possível observar que o vírus ajuda a promover a adição de fosfato às proteínas do sangue, aumentando a quantidade de fosfotidilcolinas.

Esses lipídios agem contra a coagulação, e a presença excessiva deles acaba por desbalancear os processos que evitam as hemorragias.

O estudo foi desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Escola de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou marcadores que facilitam o diagnóstico da dengue hemorrágica.

A investigação é resultado do doutorado do pesquisador Carlos Fernando Odir Rodrigues, sob orientação do professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp.

Eleições: Apuração em tempo real

Resultado de imagem para apuração em tempo real

O aplicativo da Justiça Eleitoral, campeão de downloads nas eleições de 2014, já tem sua versão para 2018 e a expectativa é que novamente seja um recorde de acessos. Este ano, o aplicativo foi rebatizado para “Resultados 2018”. A ferramenta é gratuita e a expectativa é que esteja disponível até o final de setembro para tablets e smartphones que operam com os sistemas Android e IOS.

Multas por uso de celular ao volante crescem 33% em 2018

Resultado de imagem para dirigir usando celular

Apenas nos primeiros sete meses deste ano, o número de multas aplicadas a quem usa o celular enquanto dirige já é 33% maior do que em todo o ano passado. Os dados são do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), mantido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

De janeiro a julho, segundo o órgão, esse tipo de infração resultou na aplicação de 759,7 mil multas em todo o país. Ao longo de 2017, as multas impostas pelo uso de celular ao volante somaram um total de 571,6 mil.

O alerta sobre os riscos e ameaças no uso de celular ao volante foi reforçado durante a Semana Nacional de Trânsito, que começou no último dia 18 e vai até a próxima terça-feira (25).

Especialista em trânsito e gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), o advogado Renato Campestrini, ressaltou que não há nada no celular que se sobreponha à segurança no trânsito. “É preciso maior conscientização. Nenhuma ligação ou mensagem é mais importante do que você arriscar a tua vida e a de outros no trânsito.”

Gravíssima

Classificada como “gravíssima” pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a infração por uso de celular ao volante pesa no bolso. São R$ 283,47, além de sete pontos anotados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A multa pode ainda ser combinada com outro tipo de infração, a condução de veículo sem as duas mãos ao voltante, que custa R$ 130,16 e rende mais cinco pontos na carteira.

O acúmulo de 20 pontos ou mais, em um período de até 12 meses, implica na suspensão da CNH. Mesmo com o carro parado no semáforo ou no engarrafamento, o manuseio de aparelhos eletrônicos continua sendo infração passível de multa.

Riscos

Os  riscos vão além do bolso e da possibilidade de ter o direito de dirigir suspenso. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o uso de celular ao volante já é a terceira maior causa de fatalidades no trânsito do Brasil. Anualmente, o trânsito tira a vida de mais de 37 mil pessoas no país.

Estudos internacionais indicam que manusear o celular durante a direção é tão perigoso quanto dirigir sob o efeito de álcool. Estima-se que teclar ou atender uma ligação ao volante amplia em 400 vezes a chance de provocar um acidente.

“Usar o celular ao volante tira completamente a atenção do motorista. A uma velocidade de 100 km/h, se percorre uma enorme distância em apenas poucos segundos, por isso uma distração pode ser fatal”, afirmou Renato Campestrini, advogado, especialista em trânsito e gerente técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Campestrini informou que aumentou “de forma significativa” o número de pequenas colisões no trânsito relacionadas ao uso do celular. “O motorista, às vezes, está parado atrás de outro veículo, fica olhando o celular, e quando arranca acaba colidindo com o carro da frente, porque perdeu a noção da distância. Isso é muito comum hoje em dia”, exemplifica.

TRT-RN condena Correios a pagar R$ 1 milhão por irregularidades em agências

Foram encontradas irregularidades em 11 agências

A 9ª Vara do Trabalho de Natal condenou a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ao pagamento de R$ 1 milhão pelos danos morais coletivos causados, devido a irregularidades no meio ambiente de trabalho.

A decisão foi tomada pela juíza Fátima Christiane Gomes de Oliveira no julgamento de uma ação civil pública, proposta pelo Ministério Público do Trabalho, com base em perícias realizadas por fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego.

Eles vistoriaram onze agências dos Correios e detectaram falta de condições sanitárias mínimas, problemas de iluminação, mobiliário inadequado e ausência de medidas de prevenção de incêndios, entre outros problemas.

Uma agência, que funcionava como Unidade de Distribuição em Assu, chegou a ser interditada pela “existência de fendas e rachaduras em paredes e na junção dessas com o teto, o que ofereceria risco iminente de acidentes e punha em risco a integridade física dos empregados”.

Para a juíza do trabalho Fátima Christiane ficou comprovado que os Correios descumprem, “de maneira reiterada, normas de ordem pública de proteção à segurança e saúde do trabalho, em prejuízo da coletividade dos trabalhadores”.

Diante das evidências, além do pagamento de indenização no valor de R$ 1 milhão, a juíza determinou a adequação e a regularização dos problemas encontrados, no prazo de 180 dias.

Caso descumpra ou atrase, advertiu a magistrada, a empresa pagará multa no valor de R$ 10 mil por mês de atraso e por cada obrigação descumprida, que serão revertidas à instituição Patamada, que cuida de animais abandonados.

 

Assessoria do TRT/21ª Região

Brasileiros não se sentem prontos para lidar com a morte, diz pesquisa

82,4% das pessoas a relacionam com um grande sofrimento

Resultado de imagem para cemiterio do alecrim natal rn

O brasileiro se julga pouco preparado para enfrentar a morte. Apesar disso, 79,5% concordam que a morte é um fenômeno tão natural quanto crescer, e 81,2% que “a morte é a única certeza que temos”.

Levantamento feito pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep) aponta que 68% dos entrevistados concordam com a frase “eu sei que a morte virá, mas não me sinto pronto para isso”.

Mesmo aceitando a naturalidade do fim da vida, o levantamento mostra que 82,4% das pessoas a relacionam com um grande sofrimento e acreditam que não há nada mais dolorido que a perda de uma pessoa. Segundo o estudo, 75% dos entrevistados têm muito medo de perder alguém. Apenas 1,6% avaliaram não ter receio nenhum de que alguma pessoa próxima morra. O levantamento entrevistou mil pessoas em todo o país.

Falar sobre a morte também não é muito presente no cotidiano dos entrevistados: 73,7% deles admitem que o tema tem sido evitado nas conversas. As pessoas com mais de 55 anos são as que mais falam sobre o assunto: 32,5% deles dizem tratar do tema cotidianamente. A porcentagem cai com a diminuição da faixa etária: de 45 a 55 anos, 29% falam sobre o tema no dia a dia; de 35 a 44 (26%); de 25 a 34 (26,4%); e de 18 a 24 (21%).

Dentre aqueles que falam sobre a morte, 53% têm como interlocutores os amigos; 43%, a mãe; 30%, o marido; 29%, o filho; 27%, a esposa; 27%, colega de religião; e 24%, o pai. O levantamento aponta que 55,3% têm ciência que conversar sobre a morte é importante, mas concordaram com a afirmação de que “as pessoas geralmente não estão preparadas para ouvir”.

O levantamento será apresentado na capital paulista na próxima semana durante uma conferência internacional sobre a morte que reunirá psicólogos, médicos e doulas de cuidados paliativos. A pesquisa aponta que é cada vez menor o tempo que as pessoas passam em velórios e nos rituais de celebração dos entes. Uma das conclusões é de que há uma negação do luto entre os brasileiros.

 

Por Bruno Bocchini/Agência Brasil

Deputado Carlos Augusto recepciona Manuela D’Ávila, vice de Haddad, na própria residência, em Parnamirim

manu
Candidata a vice-presidente de Fernando Haddad, Manuela D’Ávila foi recepcionada, neste sábado (22), em Parnamirim pelo colega de partido o deputado estadual Carlos Augusto. O encontro de Carlos Augusto com Manuela ocorreu na residência do deputado, que fica no bairro de Santos Reis, em Parnamirim.

Durante o encontro, Manuela parabenizou o deputado Carlos Augusto pela trajetória política que ele vem construindo. Agradeceu a receptividade e reafirmou o compromisso, de eleita ao lado de Haddad, trabalhar pelos interesses do Rio Grande do Norte.

A candidata a governadora Fátima Bezerra e o candidato a vice, Antenor Roberto, também participaram do encontro.

Sem investimentos, 50% das estradas do país estarão em más condições até 2025

Resultado de imagem para estradas esburacadas no brasil

Metade das estradas do Brasil estará em péssimas condições até 2025 se os investimentos adequados não forem realizados, o que representaria um aumento de R$ 208,9 bilhões nos custos logísticos durante o período, indicou um estudo divulgado nesta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos.

Dados da pesquisa inédita realizada pela Fundação Dom Cabral mostram que 45,3% das rodovias brasileiras já estão em condições inadequadas. Sem investimentos emergenciais, esse número pode ainda aumentar e chegar a 57,5% em 2035.

Segunda parcela do FPM de setembro foi zerada para 38 municípios

Imagem relacionada

A segunda cota do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassada pela União, foi zerada para 38 cidades potiguares.

O número é recorde, já que nunca tantos municípios ficaram sem receber o fundo na segunda cota, destaca informação publicada através do site da Femurn.

Conheça os 38 municípios do RN com a Segunda cota do FPM de setembro zerada

Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Antônio Martins, Areia Branca, Baraúna, Bento Fernandes, Carnaubais, Equador, Extremoz, Felipe Guerra, Florânia, Gov. Dix-Sept Rosado, Grossos, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Jandaira, Janduís, João Câmara, Lagoa D’Anta, Lagoa de Velhos, Mossoró, Nova Cruz, Paraná, Parazinho, Rio do Fogo, Pedra Grande, Pendências, Poço Branco, Tibau, Santana do Matos, Santo Antônio, São Miguel do Gostoso, Serra de São Bento, Tenente Laurentino, Touros, Triunfo Potiguar, Umarizal e Vila Flor.

PF deflagra operação para desmantelar tráfico comandado dos presídios

Bando estava traficando do RN para a PB com ordens vindas da cadeia

A Polícia Federal deflagrou a Operação Triglav, na manhã desta sexta-feira (21), no Rio grande do Norte e na Paraíba, para desarticular uma organização criminosa que estaria comandando o tráfico de drogas nos dois estados. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de valores em contas correntes dos suspeitos.

Esta organização é acusada de transportar maconha, cocaína e crack do Rio Grande do Norte para comercializar no estado vizinho, segundo informações da PF. A investigação, iniciada há seis meses, resultou, até o momento, na apreensão de 100 kg de drogas, além da identificação dos integrantes do grupo criminoso responsável pela distribuição de entorpecentes na Paraíba.

Após serem identificados, os presos suspeitos de participação na facção foram indiciados pela prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, cujas penas, somadas, podem chegar a trinta anos de reclusão.

Os suspeitos serão interrogados e apresentados à justiça da Paraíba, para realização de audiência de custódia, em seguida, eles serão transferidos para o presídio.

A operação foi batizada de “Triglav”, pois esta era uma divindade da mitologia eslava de mesmo nome, que significa deus de três cabeças, cujo cada uma representava os três mundos que governava: Céu, Terra e Submundo.

MAIS SÉRIO DO QUE SE IMAGINA: Aquecimento eleva risco de desertificação no Nordeste, alertam pesquisadores

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Os sete anos consecutivos de seca no Nordeste do País são um recorde desde que o volume de chuvas na região começou a ser medido, em 1850. Cerca de 1.100 municípios foram afetados, atingindo mais de 20 milhões de pessoas. Inédito nos registros históricos, esse cenário pode se tornar cada vez mais comum no futuro se não for possível conter o aquecimento global.

O alerta foi feito nesta quinta-feira, 20, por um grupo de pesquisadores brasileiros, liderado por José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que estimou os impactos das mudanças climáticas no Nordeste até o final do século.

Num pior cenário, em que o mundo não consiga cumprir o Acordo de Paris – que estabelece esforços de todos os países para conter o aumento da temperatura a menos de 2°C até o final do século -, e o aquecimento passe de 4°C, pode ocorrer uma tendência acentuada de aridização da região.

Com o clima mais quente, a área em condições de seca extrema pode alcançar metade da região. “No pior ano de seca do período recente, em 2012, a área que ficou em condição de seca extrema foi de cerca de 2%. Até o final do século, em um cenário de 4°C, 51% poderiam ser afetados por essas secas extremas”, disse ao Estado o climatologista Carlos Nobre, um dos autores do estudo.

Nesse processo, regiões hoje cobertas por vegetação típica do Cerrado, como se observa em parte do Maranhão, do Piauí e da Bahia, podem se tornar Caatinga. E até mesmo áreas de Mata Atlântica poderiam se transformar em semiáridas. De acordo com os autores, secas hoje consideradas intensas seriam a norma já na segunda metade do século. “Se não tivermos sucesso com o Acordo de Paris, podemos ver uma expansão da região semiárida, com alguns locais sujeitos a secas muita intensas”, complementa Nobre.

Os dados do trabalho, que ainda não foi publicado, serão apresentados em evento no Ministério do Meio Ambiente que vai reativar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, responsável por promover a Política Nacional de Combate à Desertificação.

A pesquisa avalia ainda os impactos sobre o processo de desertificação, que já ocorre na região independentemente das mudanças climáticas, e tem a ver com a retirada da vegetação nativa – a Caatinga. Sem ela, o solo fica exposto e sujeito a erosões quando vem a chuva.

“Isso tira a camada superior e resta somente um solo rico em metais. E aí pode chover o quanto for, que a vegetação não volta. Com as mudanças climáticas, essas condições para a desertificação podem aumentar”, diz o pesquisador.

“Nossas pesquisas ainda não conseguem dizer se esses sete anos secos consecutivos, três deles com secas severas (2012, 2013 e 2016), teriam ocorrido se o planeta não estivesse aquecendo. Não conseguimos fazer essa atribuição de causa. Se a probabilidade de ocorrência seria menor”, pondera Nobre.

“Mas mesmo não tendo essa resposta, vermos a sete anos com chuvas abaixo da média é o que vamos ver no clima do futuro. É o que podemos esperar se o Acordo de Paris não for cumprido.”

Recuperação

Para o combate do processo de desertificação, o ministério deu início no começo do ano a um projeto de implementação das chamadas Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (Urads). Os resultados também serão apresentados nesta quinta.

“Antes das mudanças climáticas, vamos acabar expulsos daqui por causa da degradação do solo. Os efeitos da desertificação já são deletérios”, comenta Valdemar Rodrigues, diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável e de Combate à Desertificação do MMA.

Pensando nisso, ele elaborou um plano, executado em parceria com ONGs locais,de recuperar a vegetação e nascentes, criar mecanismos de adaptação e oferecer uma alternativa econômica para as comunidades que vivem em áreas em vias de desertificação. De acordo com a pasta, 15% do território nacional, onde vivem 37 milhões de pessoas, enfrenta esse fenômeno.

Segundo Rodrigues, hoje há 12 Urads em andamentos em seis Estados (MA, PI, CE, PE, BA e SE). Cada uma envolve 30 famílias. Até o momento foram investidos R$ 4,5 milhões.

O projeto inicial foi feito no Sergipe. No assentamento Florestan Fernandes, em Canindé de São Francisco, no alto sertão do Estado, por exemplo, os moradores conseguiram recuperar uma nascente.

Toda a lama que passou a entupir a nascente ao longo dos anos de erosão foi retirada e hoje minam do local 145 litros de água por hora. “Estamos rompendo a dependência de carro-pipa”, diz Rodrigues.

Para evitar que o assoreamento ocorra novamente, os moradores constroem barragens e cordões de pedra ao redor das nascentes. Assim, impedem que o barro e outros detritos sejam carregados com a chuva.

Paralelamente, foram adotadas ações de melhorias sociais – como a construção de cisternas, fogões ecológicos e fossas sépticas – e das práticas agrícolas, com a implementação de integração lavoura-pecuária-floresta. A desertificação é em boa parte resultado de atividades inadequadas, que não conservam o solo ou a água.

“Na Caatinga, quando se perde o solo, é praticamente impossível de recuperar. Então criamos as condições para a vegetação renascer e recuperar esse solo”, afirma.

Segundo ele, o plano é trabalhar para que a Presidência edite um decreto até o final do ano com um plano para, até 2030, implantar 10 mil Urads no Nordeste.

Terra, com Estadão