Fim de parcelamento sem juros diminui 10% das vendas do comércio

Proposta recebe críticas pelo potencial impacto negativo ao varejo e indústria

A notícia publicada pelo jornal Valor Econômico na última segunda feira, 29/01, de que o “Setor de cartões propõe acabar com o parcelado sem juros” foi recebida com contrariedade pelas empresas entrantes no setor de pagamentos e por setores do varejo. Elas reiteram que a sugestão não se trata de uma proposta da indústria, mas apenas de uma associação, a ABECS (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços), cuja governança reflete essencialmente a posição dos grandes conglomerados bancários do país.

Segundo Augusto Lins, presidente da ABIPAG (Associação Brasileira das Instituições de Pagamento), que representa algumas das principais novas empresas no setor, com o surgimento das fintechs e uma série de novos modelos de negócios e tecnologias, a ABECS não representa mais integralmente o setor de cartões. De acordo com ele, a proposta apresentada pela ABECS significa uma transferência de renda do consumidor e do varejo, para os grandes bancos emissores. Isto é, com um suposto fim do “parcelado sem juros” (o parcelado habitualmente oferecido pelo varejo), o consumidor deverá compulsoriamente recorrer a um crédito com os principais bancos emissores para manter seu padrão de consumo. Considerando as taxas de juros atualmente praticadas pelos bancos, estima-se que essa medida custaria aproximadamente R$ 90 bilhões no resultado do varejo, devido à redução do consumo.

Em outras palavras, o montante que os consumidores poderiam utilizar para adquirir bens ou serviços no varejo terá que ser destinado para quitar juros de suas dívidas de empréstimos ao consumo. Portanto, o aparente ganho do varejo por receber antecipado se transformará em prejuízo com perda de venda aproximada entre 10 e 15% do volume transacionado atualmente pelo comércio. Para Lins, a proposta contraria a própria Agenda BC+, estabelecida pelo Banco Central e não deve ir adiante.

Conforme informação recente, o presidente da UNECS (União Nacional das Entidades de Comércio e Serviço), Paulo Solmucci, indica que “as vendas no parcelado lojista (“parcelado sem juros”) têm peso significativo no volume total do varejo. Por meio dela, os lojistas conseguem atrair clientes para seus estabelecimentos. Seu fim fatalmente reduziria de forma significativa as bases de venda do comércio brasileiro”, conclui Solmucci.

Em conversa recente com diretores do Banco Central, o representante do varejo reiterou a importância de se reduzir o custo da transação com cartões. Nesse sentido, reforçou o empenho do regulador em reduzir nesse primeiro momento o custo nas transações de débito para estimular o uso do meio de pagamento.

Para Solmucci, “a taxa de desconto cobrada de estabelecimentos comerciais a cada operação realizada com cartões, MDR, tem caído para o varejo, mas para esse movimento continuar, o intercâmbio bancário (negociado entre bancos emissores e bandeiras sem interferência do varejo) precisa cair, uma vez que essa tarifa tem limitado o que a competição pode entregar para o varejista”.

Em complemento, Solmucci indica outra prática que tem impacto no setor varejista: o aumento arbitrário de emissão de cartões premium, cujo as tarifas de intercâmbio são mais altas, o que aumenta ainda mais o custo ao varejo. Segundo dados do Banco Central, a quantidade deste tipo de cartão no mercado mais que dobrou nos últimos anos, partindo de 13% em 2008 para 27%.

Segundo Augusto Lins, “o varejista está pagando salas vips em aeroportos, pontos e milhas para portadores que são isentos de suas anuidades. Uma redução de intercâmbio pode potencialmente entregar de R$ 3 a 10 bilhões ao ano de economia direta para varejistas”.

Pesquisa publicada pela Consultoria Tendências[1] reforça a leitura de Lins. Segundo consta no relatório, 39% dos estabelecimentos pesquisados indicam que os altos custos das tarifas são as maiores barreiras para aceitação de cartões, enfatizando o grande potencial da medida sobre o intercâmbio. Em contrapartida, dos que aceitam essas transações eletrônicas, 91% dos varejistas consultados indicaram que cartão de débito e crédito geram aumento das vendas e 82% revelaram que a aceitação dos cartões também aumenta o ticket médio de suas vendas. “A proposta do crediário já existe nas maquininhas de cartão em todo Brasil e já pode ser utilizada, não acredito que o regulador proibirá o parcelamento lojista, principalmente tendo feito uma medida que viabiliza a diferenciação de preços em função do meio de pagamento utilizado. O parcelado lojista do cartão de crédito substituiu os cheques pré-datados e por serem garantidos em cadeia pelos bancos emissores, são a forma mais barata da sociedade financiar o consumo; qualquer coisa diferente disso seria criar mais uma reserva de mercado para pouquíssimos bancos totalmente verticalizados que aumentam o custo da economia ao não reduzir seus spreads” afirma Lins.

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Juíza determina cassação de prefeita de Santa Cruz e inelegibilidade do marido deputado

Todos os nomes citados são acusados de abuso de poder econômico durante as eleições de 2016

PREFEITA E VICE À FRENTE; DEPUTADO TOMBA ATRÁS NA IMAGEM (FOTO: WALLACE AZEVEDO/BLOG DO WALLACE)

Giselle Priscila Cortez Guedes Draeger, juíza da 16ª Zona Eleitoral, determinou a cassação da chapa Fernanda Costa (PMDB) e Ivanildinho Ferreira (PSB), respectivamente prefeita e vice-prefeito de Santa Cruz. A magistrada determinou ainda a realização de novas eleições no município.

Marido da prefeita, o deputado estadual Tomba Farias também sofreu punição imposta pela juíza. Ele, a esposa e a secretária de Assistência Social do Município, Francisca Solange de Lima Bulhões foram condenados a ficar inelegíveis por oito anos.

Todos os nomes citados são acusados de abuso de poder econômico durante as eleições de 2016, ano em que Fernanda Costa se reelegeu prefeita.

As punições determinadas não possuem aplicação imediata. Ou seja, os condenados podem recorrer da decisão e aguardar o resultado sem que sejam afastados dos cargos.

O processo que resultou na condenação em primeira instância se trata de um passeio com idosos realizado em 2016, às vésperas das eleições, pela Secretaria de Assistência Social de Santa Cruz. A pasta organizou uma viagem para a praia de Pirangi, no litoral Sul potiguar. Uma casa pertencente a Tomba Farias e a esposa, Fernanda Costa, abrigou o grupo. Para a juíza, o evento teve “claro fim de promover a reeleição da prefeita”.

Brasil registra redução de 7,6 milhões de linhas telefônicas móveis em 2017

Apenas no mês de dezembro do ano de 2017, em relação ao mês anterior, o serviço móvel pessoal apresentou uma queda de 1,09%, com menos 2.603.234 linhas em funcionamento

O número de linhas telefônicas móveis (celular) no Brasil registrou uma redução de 7.578.808 em 2017, uma queda de 3,11%, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira, 31, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mês de dezembro, em relação ao mês anterior, o serviço móvel pessoal apresentou uma queda de 1,09%, com menos 2.603.234 linhas em funcionamento.

De acordo com dados divulgados pela agência, o país fechou o ano com 236.488.548 linhas em operação. Desse total, 148.509.361 são pré-pagas e 87.979.187 são pós-pagas. Em 12 meses, foi registrada uma redução de 9,83% nas linhas pré-pagas, que fecharam o ano com uma diminuição de 16.190.210 linhas. Nos pós-pago, entretanto, foi registrado aumento de 10,85%, com a adição de 8.611.402 linhas.

Quando comparado ao mês anterior, no mês de dezembro de 2017, as linhas móveis pré-pagas apresentaram queda de 3.582.840 unidades, uma redução de 2,36 %. Já o pós-pago registrou um crescimento de 1,13%, com mais 979.606 linhas.

Segundo a Anatel, nesse período, dois estados apresentaram crescimento nas linhas móveis: Roraima, com acréscimo de 5.715 linhas, um aumento de 1,19%, e São Paulo, com adição de 178.009 linhas, acréscimo de 0,29%.

Além disso, na comparação entre o último mês do ano passado com o mês anterior, três estados da Região Norte apresentaram crescimento no número de linhas móveis: Amazonas com mais 8.730 linhas; Amapá com mais 2.039 e Roraima com mais 2.810; e um estado da Região Sudeste, o Espírito Santo, com mais 5.046 linhas.

Empresas

Entre as empresas, os números mostram que a Vivo continua como a maior operadora, com 74.939.872 linhas móveis. A Claro ultrapassou Tim e passou a ocupar o segundo lugar, com 59.022.019 clientes. Já a Tim, fechou o ano com 58.634.435 assinantes. A Oi aparece em quarto com 38.942.433 linhas.

Tecnologias

De janeiro a dezembro do ano passado, as linhas 4G (LTE) apresentaram crescimento de 42.133.684 unidades, um aumento de 70,10%, e as utilizadas em aplicações máquina-máquina (M2M), como telealarmes, automação residencial e rastreamento de automóveis, também tiveram aumento de 2.483.743 linhas.

 

Agência Brasil

Crianças não devem ter acesso ao Facebook, defendem especialistas

Mais de cem especialistas pediram ao Facebook que extinga seu recém-lançado aplicativo de mensagens voltado a crianças com menos de 13 anos

Em uma carta aberta a Mark Zuckerberg divulgada nesta terça-feira, os especialistas e grupos de proteção à infância afirmam que o Messenger Kids é uma iniciativa “irresponsável” que almeja estimular as crianças pequenas a usar o Facebook.

O argumento dos signatários da carta é de que crianças pequenas não estão prontas para ter contas em redes sociais.

“O Messenger Kids provavelmente será a primeira plataforma de redes sociais amplamente usada por crianças de 4 a 11 anos. Mas um crescente número de estudos demonstra que o uso excessivo de aparelhos digitais e de redes sociais é danoso para crianças e adolescentes, o que torna bastante provável que o novo aplicativo prejudique o desenvolvimento saudável dessas crianças”, diz a carta aberta.

“Crianças pequenas não têm idade para navegar nas complexidades dos relacionamentos online, que frequentemente derivam em mal-entendidos e conflitos até mesmo entre usuários com maturidade.”

O Messenger Kids foi anunciado em dezembro como uma “solução divertida e segura” para que crianças conversem, via vídeo ou chat, com amigos e familiares. É uma versão simplificada do Messenger, que no entanto exige consentimento parental antes do uso e cujos dados gerados não são usados para publicidade dirigida.

“Após conversar com milhares de pais, associações parentais e especialistas em paternidade nos EUA, descobrimos que havia a necessidade de um aplicativo de mensagens que permitisse às crianças se conectar com as pessoas que amam, mas também tivesse o nível de controle desejado pelos pais”, dizia comunicado de dezembro do Facebook.

 

 

Fonte: BBC

MPRN recomenda exonerações para combater nepotismo em município no interior

Mãe e mulher do prefeito da cidade deverão ser exoneradas dos cargos de secretárias de Cultura e de Saúde, respectivamente

A mãe e a mulher do prefeito de Santana do Matos deverão ser exoneradas dos cargos de secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e de secretária de Saúde, respectivamente. A recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) para que o prefeito as exonere foi publicada na edição desta quarta-feira (31) do Diário Oficial do Estado (DOE). Santana do Matos fica na região Central potiguar, a 179 quilômetros de Natal.

Pelo o que foi constatado pela Promotoria de Justiça de Santana do Matos, a mãe e a mulher do prefeito foram por ele nomeadas para os cargos, “mas não possuem a qualificação técnica e experiência nas áreas que justifiquem as nomeações”.

Além delas duas, o prefeito também deve exonerar todos os ocupantes de cargos comissionados ou funções de confiança que detenham relação de parentesco consanguíneo, em linha reta ou colateral, ou por afinidade até o terceiro grau com ele e também com o vice-prefeito, com os secretários municipais e com os vereadores da cidade. O prefeito ainda deve se abster de nomear para o exercício de cargos comissionados, função de confiança ou função gratificada pessoas que detenham relação de parentesco consangüíneo com autoridades que configurem nepotismo.

No documento, o MPRN lembra que o nepotismo é “incompatível com o conjunto de normas éticas abraçadas pela sociedade brasileira e pela moralidade administrativa; que é uma forma de favorecimento intolerável em face da impessoalidade administrativa; e que, sendo praticado, beneficia parentes em detrimento da utilização de critérios técnicos para o preenchimento dos cargos e funções de alta relevância, e assim, constitui ofensa à eficiência administrativa necessária no serviço público”. A Promotoria frisa que “a nomeação eivada pelo nepotismo torna o ato administrativo viciado, pelo fato de violar os Princípios Constitucionais norteadores da Administração Pública”.

O MPRN advertiu o prefeito que o descumprimento da recomendação ensejará a adoção das medidas cabíveis, inclusive pela via judicial.

Com informações do MPRN

AJUSTE FISCAL RN: Assembleia Legislativa aprova projetos e encerra período extraordinário

Fotos: Ney Douglas

Vinte dias de convocação extraordinária e oito projetos aprovados. Esse é o balanço do período extraordinário iniciado em 11 de janeiro deste ano e finalizado nesta quarta (31) na Assembleia Legislativa. A última sessão plenária debateu mérito de projetos de iniciativa do Governo do Estado e concluiu o período com a aprovação de quatro matérias do pacote que busca a recuperação fiscal e financeira do Estado. As matérias foram a Plenário após tramitarem nas comissões técnicas da Casa e terem sido anunciadas no início da semana. Também por meio de votação, foi retirado de pauta o projeto que trata sobre a extinção de adicionais por tempo de serviço a servidores públicos estaduais, conhecido como Quinquênios.

Dentre as matérias aprovadas, consta a que dispõe sobre a concessão de abono especial, de caráter indenizatório, aos servidores públicos e pensionistas pagos pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern). A proposição busca conceder compensação financeira aos beneficiários em razão do atraso no pagamento do 13º salário de 2017.

De acordo com o deputado Carlos Augusto Maia (PSD), o projeto é benéfico para os servidores. “Todas as categorias que não receberam a gratificação em dezembro serão beneficiadas”. Para José Dias (PSDB), o projeto é importante “uma vez que o Governo se compromete a pagar empréstimo bancário feito pelo servidor”.

Um outro projeto aprovado é a proposta de instituição do Regime de Previdência Complementar, que assegura ao servidor estadual o direito de optar pela sua permanência no Regime Próprio, fazendo jus ao teto fixado pelo regime geral, ou optar por se aposentar com proventos superiores ao teto, efetuando pagamento excedente.

“Vários estados já aderiram a esse sistema, que não traz qualquer prejuízo para os novos servidores públicos”, avalia George Soares (PR), relator da matéria na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). A opinião do parlamentar é compartilhada também pelo deputado Kelps Lima (Solidariedade). “Um importante instrumento que não atinge os atuais servidores. São regras novas para os servidores que entrarem mediante concurso”, explica. Para Fernando Mineiro (PT), o projeto é relevante, mas carece de informações.

Ainda em se tratando do regime de previdência do Estado, foi aprovada a proposta que que altera dispositivos da Lei Complementar Estadual nº 308, de 25 de outubro de 2005, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social do Estado e reorganiza o Ipern, buscando novo disciplinamento para o recolhimento das contribuições previdenciárias em favor do órgão gestor previdenciário.

Na área da Segurança Pública, foi aprovada a matéria que trata sobre o pagamento de diária operacional no âmbito dos órgãos integrantes do Sistema Estadual de Segurança Pública. A medida disciplina a concessão de diárias operacionais a policiais civis e militares, bombeiros, agentes penitenciários e servidores do ITEP, submetidos a regime de escala de plantão. A carga horária foi alterada de 8 horas para 6 horas, garantindo benefícios ao servidor.

“É uma medida importante de valorização dos agentes da segurança pública do nosso Estado e que poderá garantir um reforço no policiamento para oferecer mais segurança e tranquilidade ao cidadão que tem sido alvo do crescimento da violência no Rio Grande do Norte”, frisou Márcia Maia (PSDB).
A sessão plenária contou com a participação de todos os 24 parlamentares.

Quinquênio

A partir de entendimento junto aos demais parlamentares, o deputado Albert Dickson (PROS) apresentou requerimento à Mesa Diretora solicitando a retirada da pauta de votações da mensagem governamental nº 189, que dispõe sobre a extinção da concessão dos benefícios de quinquênio e anuênio aos servidores estaduais. O pedido foi aprovado à unanimidade. “Essa proposta necessita de um debate maior com a sociedade”, justificou Albert.

A retirada da matéria da pauta de votações foi respaldada também pelo líder do Governo na Casa, deputado Dison Lisboa (PSD), que alegou que a decisão foi acordada junto ao Executivo Estadual. “O entendimento que todos na Assembleia temos é o desejo de conciliar o servidor”, falou ele.

ALRN

Quase R$ 200 milhões separam Huck da presidência da República

Paulo Lopes/Futura Press/Estadão Conteúdo – 27.11.2017

A pesquisa Datafolha divulgada hoje (31), atiçou a cobiça de todos os partidos que sonham com a candidatura de Luciano Huck à presidência da República (DEM e PPS, sobretudo).

Sem Lula, ele aparece com 8% das intenções de voto, um número robusto para quem nunca participou de nenhuma eleição.

Embora Huck tenha afirmado no final do ano passado que não entraria na disputa, a entrevista dele para o Faustão reacendeu a esperança dos que querem vê-lo no páreo.

Diante do desgaste da classe política, Huck teria o benefício de não ter seu nome envolvido em maracutaias, apesar da forte ligação com o senador Aécio Neves. Com ótimo trânsito no meio empresarial e um rosto largamente conhecido, o apresentador tem defensores de peso, como o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

O Datafolha bota mais fermento numa eventual candidatura ao revelar que Huck tem baixa rejeição (25%) e herda boa parte (8%) dos votos dos eleitores de Lula.

Ele deve permanecer em silêncio até abril, quando deverá decidir se aceita ser candidato. Os amigos mais próximos têm, no entanto, uma certeza: ele só concorre se entender que a vitória é garantida.

Apesar da vontade de participar decisivamente nas mudanças que tanto clama para o País, Huck sabe que a participação na corrida eleitoral pode trazer muitas perdas.

Daí, tantas idas e vindas.

Em 30 de março de 2017, quando deu entrevista para a Folha falando que sua geração precisava ocupar os espaços de poder, estava entusiasmado. “O Brasil precisa de renovação e tem uma classe política completamente desmoralizada, sem nenhum apelo popular, atração, charme. Se vou ser eu, não faço a menor ideia. Quero poder ajudar a identificar lideranças”, disse.

Huck tinha três pedras gigantescas no caminho. Uma delas foi afastada no último dia 24, quando o TRF-4 condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão. Com o ex-presidente no páreo, suas chances de vencer reduziriam bastante.

As outras duas ainda perturbam Huck e são bem mais difíceis de serem escanteadas.

Luciano Huck, como a Coluna já adiantou, enfrenta forte resistência dentro de casa. Angélica teme que a vida do casal transforme-se num tormento com a devassa que, indubitavelmente, acontecerá a partir do momento em que seu marido for candidato.

A última preocupação de Huck é com a perda financeira que terá. Ele e a mulher engordam os cofres todos os meses com R$ 3,5 a R$ 4 milhões, entre salários e receita com propaganda. Por ano, temos um montante perto dos R$ 50 milhões, o que representa quase R$ 200 milhões ao cabo do mandato.

Essa montanha de dinheiro vai virar um montinho com Huck recebendo o salário de presidente da República. E o que seria drástico para ele: pode perder toda essa grana e não alcançar o poder.

Essas são as razões para Luciano Huck não ter se lançado oficialmente, ainda, à sucessão de Michel Temer.

Coluna do Fraga – R7

TRF-4 nega pedido de Lula e mantém Moro na condução de processo sobre sítio de Atibaia

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para afastar o juiz federal Sérgio Moro da condução do processo do sítio em Atibaia, no qual Lula é réu juntamente com outras 12 pessoas. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (31) na sede da corte, em Porto Alegre.

A defesa havia ingressado com um pedido de exceção de suspeição, recurso pelo qual a defesa pede que o juiz natural seja afastado do caso. Com a negativa, Moro segue à frente do processo.

A decisão foi unânime – os desembargadores Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus acompanharam o relator, desembargador João Gebran Neto.
O processo tramita na 13ª Vara Criminal Federal, em Curitiba. Lula é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal havia se manifestado contrariamente ao pedido de suspeição.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina proveniente de seis contratos firmados entre a Petrobras e a Odebrecht e a OAS. Os valores foram repassados ao ex-presidente em reformas realizadas no sítio, no município do interior de São Paulo, dizem os procuradores.
Conforme a denúncia, as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão. Lula nega as acusações. As primeiras audiências deste caso devem começar no início de fevereiro.
O imóvel foi registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente. Porém, investigação da força-tarefa da operação da Polícia Federal encontraram elementos que comprovariam que o sítio pertence, na verdade, ao ex-presidente.

Entre eles estão bens pessoais, roupas e indícios de visitas frequentes ao imóvel. A denúncia afirma que entre 2011 e 2016, Lula esteve no local cerca de 270 vezes.

G1

 

Peritos do Ministério da Justiça cobram investigação sobre paradeiro de presos desaparecidos em Alcaçuz

Peritos do Ministério da Justiça criticaram o Estado do Rio Grande do Norte por ainda não ter identificado o paradeiro de presos desaparecidos durante o massacre de Alcaçuz, que completou um ano em janeiro. Quatro membros do Comitê e do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura – órgãos ligados ao governo federal – estão em missão no estado para verificar as condições de funcionamento da penitenciária. Pelo menos 16 apenados seguem desaparecidos.

“Ainda existem pessoas desaparecidas, dentro de um contexto de massacre, e não se investigou. Os presos não estão lá, mas não há uma ação sobre isso. O Estado precisa ser responsabilizado, por sua ação ou omissão, mas sequer investigou o paradeiro dessas pessoas”, afirmou o perito Luiz Gustavo Magnata, integrante do mecanismo nacional.

O conselheiro Acássio Souza, que também faz parte da comissão, reforçou que não há uma resposta oficial sobre os desaparecimentos. “O Estado nunca nos informou se esses presos foram recapturados, se foram a óbito, dentro ou fora do massacre”, disse.

Ele ainda destaca que é preciso haver uma confirmação oficial, documentada, sobre o que ocorreu em Alcaçuz.

Os peritos passaram toda a segunda-feira (29) na Penitenciária de Alcaçuz e no Presídio Rogério Coutinho Madruga colhendo depoimentos de presos, funcionários, agentes penitenciários e da direção das unidades. Entre esta terça-feira (30) e quarta (31), se reúnem com representantes do Judiciário, Ministério Público Estadual e Federal, Defensoria Pública e Secretarias Estaduais de Justiça e Cidadania e da Segurança Pública.

O objetivo é realizar o monitoramento das medidas adotadas pelas instituições, após as recomendações emitidas em março de 2017. À época, após as vistorias, foi elaborado um relatório com apontamentos para diversos órgãos ligados ao sistema penitenciário.

Um novo relatório será elaborado pela missão conjunta dentro de 30 dias. Além do RN, a equipe do Ministério da Justiça irá revisitar os estados do Amazonas e Roraima, também palco de chacinas no ano passado.

Petrobras anuncia quedas de 1,50% no preço da gasolina e de 1,40% no diesel

Novos valores valem a partir da quinta, dia 1º de fevereiro. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2018

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com queda de 1,50% no preço da gasolina nas refinarias e recuo de 1,40% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da quinta, dia 1º de fevereiro.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2018. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

 

Estadão